Cirurgia bariátrica riscos e resultados

Para se realizar a cirurgia é necessário estar disposto a mudança radical no seu abito alimentar.

cirurgia bariátrica

A cirurgia bariátrica e metabólica também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago reúne técnicas com respaldo científico destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele.

Balão Intragástrico

Uma das técnicas de cirurgia de estômago que, segundo o que apreendi da conversa com o médico, é bastante segura e das menos evasivas é o implante do balão intragástrico, cujo funcionamento é bem simples: ao ocupar até 40% do volume do estômago do paciente, a sensação de saciedade vem muito mais rapidamente. O principal motivo de eu achar que esta seja a primeira opção num procedimento destes é o fato de ela não implicar cortar nada, nem mexer com o funcionamento do sistema digestório, além de simplesmente facilitar a sensação de saciedade.

O sucesso desse procedimento, como em todo assunto que diga respeito a redução de peso, depende da atitude do paciente após o operatório, mais especificamente com relação à adoção do hábito da atividade física associado à reeducação alimentar.

O balão intragástrico só pode ser deixado no estômago do paciente por seis meses, prazo que deve ser mais do que suficiente para que se atinja o objetivo a que a técnica se propõe: ensinar o obeso a alimentar-se de maneira mais saudável e moderada.

Bypass Gástrico

A técnica do Bypass Gástrico parece ser a técnica de cirurgia de estômago mais empregada no mundo. O emagrecimento decorrente desta intervenção ocorre porque o paciente perde a fome, ou seja, a comida deixa de ser a grande fonte de prazer na vida do sujeito.

Diz-se que a perda de peso média é de 40% a 45% do peso inicial, o que implica uma grande melhoria da condição clínica do obeso mórbido.

Entretanto, não é raro que pacientes operados sob esta técnica apresentem problemas relacionados a anemia e osteoporose, causados pela baixa absorção dos nutrientes dos alimentos ingeridos, o que obriga o paciente a fazer reposição vitamínica para o resto da vida.

É como se a pessoa tivesse de escolher entre obesidade ou anemia e osteoporose.

Cirurgias Bariátricas Dissabsortivas

Estas são técnicas bem mais raras, porque são muito radicais. Em resumo, elas consistem em que se inutilize uma grande porção do tubo digestivo, para evitar que o organismo absorva gorduras e carboidratos, mas tentando não prejudicar a absorção de proteínas.

 

Os efeitos adversos desta técnica podem ser ainda piores do que os da técnica do Bypass Gástrico, podendo causar até mesmo cirrose hepática.

Além disso, a qualidade de vida do paciente fica bastante prejudicada, pois sua alimentação terá de ser modificada para o resto da vida, baseando sua dieta em carnes (como fonte de proteína), mas evitando gorduras — fica fácil de ver o paradoxo.

Como o paciente passa a ter apenas cerca de 30% de seu tudo digestivo, o resultado é que ele passa a viver com constantes diarréias, além de apresentar fezes de odor absolutamente pútrido, o que certamente ocasiona severos desconfortos no convívio social.

Conclusão

Caros leitores, ao lerem o que escrevo aqui lembrem-se sempre que sou analista de sistemas e não médico. Em hipótese alguma uma página na Internet pode ser considerada fonte única de informações sobre qualquer assunto, principalmente ligado à saúde, pois assim como eu escrevo tentando levar um pouco de bom senso e consciência crítica às pessoas há os picaretas que só querem saber de tentar vender suas porcarias aos mais necessitados.

Embora eu tenha pessoas relativamente próximas que fizeram cirurgia de estômago e hoje estão extremamente bem, sou contrário à utilização desta como fórmula mágica para emagrecer, e é baseado nisso que vou expressar minha opinião sempre.

Se você tem problemas de obesidade (mórbida ou não), procure um médico, e se ele recomendar a cirurgia procure outro profissional, para ter uma segunda opinião. Em hipótese alguma tome medicamentos por conta própria, seja a inocente sibutramina (por favor, notem a ironia em “inocente”), sejam as tradicionais e perigosas anfetaminas, seja lá o que for.

Saúde é coisa séria, e ninguém tem o direito de brincar com a vida, seja a própria seja a alheia.